Portfólio

Co-dex: o Dicionário Social

http://www.ufrgs.br/limc/co-dex

O projeto Co-dex, o Dicionário Social, visa oferecer um espaço de construção social de conhecimento através de processos interativos de escrita coletiva hipertextual de conteúdos e extensões de redes. A partir destas práticas pode tornar-se possível o registro de diferentes intervenções e destinos traçados de acordo com o aporte de cada colaborador. Une-se a esta lógica de construção hipertextual os aspectos de rede social, uma vez que cada colaborador possui um perfil com suas informações e produção pessoal, bem como a possibilidade de estabelecer laços de relacionamento com os demais colaboradores.
Assim, este ambiente pode servir de espaço para processos de escrita coletiva e trocas de produção e informação, além de ampliar o contato entre a comunidade como um todo, suscitando novos vínculos em produções interdisciplinares ricas que venham a contribuir com a construção coletiva de conhecimento.
O Co-dex foi desenvolvido utilizando-se de linguagem de programação PHP (PHP: Hypertext Preprocessor) juntamente com o modelo de programação AJAX (Asynchronous Javascript And XML), estrutura que permite uma maior dinamicidade no tratamento dos dados e é freqüentemente utilizada em projetos da web 2.0. Como suporte a este desenvolvimento agregou-se a tecnologia de links multidirecionais Co-link, desenvolvida pela equipe do Laboratório de Interação Mediada por Computador (LIMC) e o framework Prototype, no sentido de facilitar a construção de algumas funcionalidades utilizando-se das funções pré-definidas desta ferramenta. Para armazenamento e organização dos dados utilizou-se o gerenciador de banco de dados MySQL.
A análise dos requisitos, mapeamento da base de dados e desenvolvimento técnico foram realizado por esta autora juntamente com dois bolsistas de iniciação científica. Primeiramente Felipe Tanus de Oliveira e posteriormente Tomaz Rocha da Silva, ambos estudantes do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Toda a implementação do projeto teve supervisão do coordenador do Laboratório de Interação Mediada por Computador, Prof. Dr. Alex Primo e a constante realização de reuniões para avaliação dos processos, bem como estruturação de novas funcionalidades.

Co-link: links multidirecionais

http://www.ufrgs.br/limc/co-link

O projeto Co-link surgiu a partir do estudo das interações reativas (PRIMO, 2007) e no estabelecimento de tipologias para o hipertexto (PRIMO, 2003). Sabe-se que ao navegar em um hipertexto tem-se uma possibilidade plural de caminhos, porém mesmo assim trata-se de processos dispostos pelo desenvolvedor do hipertexto, ou seja, o detentor do poder de construir as alternativas. Portanto, na lógica hipertextual, as trilhas associativas são representadas pelos links que interligam diversos caminhos dentro da rede de informações. Todavia, estas ligações se apresentam de maneira limitada, uma vez que para sua criação são necessários conhecimentos de linguagens de programação e acesso ao código destas páginas.        Além disso, estes apontam para um único local e não podem sofrer intervenções de seus interagentes. Portanto, embora o link seja em sua natureza um elemento de expansão do texto no qual se encontra, por outro lado, nesta lógica fechada, limita-se a um único destino determinado de maneira individual.
Também, verifica-se que em processos de escrita em suporte impresso, as marginálias, notas de rodapé e anotações podem ser facilmente realizadas, questão esta não abarcada de maneira aberta pela lógica hipertextual. Assim no sentido de envolver os processos de criação de extensões de redes por qualquer colaborador e registrar a memória coletiva de um grupo, concebeu-se a idéia de links multidirecionais, como uma crítica ao hipertexto potencial.
A tecnologia Co-link objetiva permitir a qualquer colaborador a construção de links multidirecionais, numa perspectiva de criação colaborativa, dinâmica e aberta. Assim, esta tecnologia pode possibilitar, de maneira intuitiva, a inserção de novos links associativos a um texto e adição de outros destinos a links já existentes. Ainda, amplia a possibilidade de navegação suscitando a criação de memória social através da construção cooperativa dos interagentes do ambiente (PRIMO; RECUERO, 2004).
Subvertendo a lógica fechada da criação tradicional de trilhas associativas, os links podem ser criados de maneira facilitada dentro de um texto, apenas clicando-se em uma palavra e escolhendo o conjunto de palavras a ser transformado em link. Após, um menu é exibido com as opções de criação de co-link externo ou interno. Um co-link externo abre caminho para endereços fora do ambiente no qual o texto se encontra, como páginas da web e blogs. Já um co-link interno aponta para um texto já existente, criando trilhas nos conteúdos do ambiente.
Nas palavras ou expressões que já contém links com seu conjunto de co-links, é possível, além de acrescentar novos apontadores, visualizar informações sobre cada destino, como data, horário e o interagente que realizou aquela colaboração (Figura 4).  Também se pode editar ou apagar estas informações, operações necessárias no sentido de apagar links descontextualizados, desnecessários ou até mesmo ofensivos em algum sentido.
O projeto Co-link foi idealizado por Alex Primo e implementado inicialmente por Ricardo Araújo. A segunda fase do projeto contou com desenvolvimento de Rafael Rocha, Leonardo Pires e Lourenço Basso. Atualmente o projeto encontra-se reformulado em quase sua totalidade, contando com a implementação da mesma equipe de desenvolvimento do projeto Co-dex, o Dicionário Social.

criAtivo: Ambiente Hipermídia de Autoria Colaborativa

http://inf.upf.br/criativo

Este ambiente fez parte de meu Trabalho de Conclusão de Curso, “Ambiente Hipermídia de Autoria Colaborativa: Construindo Alternativas de Inclusão Digital”, sob orientação do Prof. Adriano Canabarro Teixeira. Foi projetado a partir da fundamentação teórica do trabalho, detectando-se características essenciais para que o ambiente pudesse manter-se fiel à sua concepção no decorrer do desenvolvimento, motivo pelo qual não se realizou uma pesquisa  prévia profunda de projetos semelhantes, portanto, foram priorizadas a autoria, a interatividade e a liberdade em todos os processos.
O ambiente foi desenvolvido para ambiente web, utilizando-se da linguagem de programação PHP, por possibilitar a criação de projetos dinâmicos e que, nesta perspectiva, não estejam vinculados a tempo ou espaço determinados, elementos profundamente resignificados na cibercultura.
Optou-se pelo SGBD PostgresSQL, para o armazenamento de dados por este proporcionar de maneira simplificada a administração e o tratamento dos dados. Concomitante com a implementação foram realizados testes para verificação de características a serem aprimoradas. Assim, assume-se que, seguindo a Filosofia de Software Livre, o ambiente esteja em constante desenvolvimento no sentido de agregar funcionalidades e conteúdo criativo.

colaborE: Editor Colaborativo

http://inf.upf.br/colabore

Este ambiente foi desenvolvido, inicialmente, para a disciplina de Tópicos Especiais em Informática I – Ambientes Virtuais de Aprendizagem – Projeto e Desenvolvimento, ministrada pela Professora Ana Carolina Bertoletti de Marchi no Curso de Ciência da Computação da Universidade de Passo Fundo durante o primeiro semestre do ano de 2006. Posteriormente, este ambiente passou a ser um módulo de suporte comunicacional de meu Trabalho de Conclusão de Curso. Foi utilizado pela disciplina de EAD do Curso de Ciência da Computação e pelo Grupo de Pesquisa em Informática na Educação e será disponibilizado segundo a licença GPL para constante aperfeiçoamento pela comunidade de desenvolvedores de software livre.

Trata-se, portanto, de um Ambiente Virtual de Aprendizagem, onde professores, alunos e demais interessados possam construir processos de aprendizagem e construção de reflexões e que, de maneira ativa, possam participar efetivamente destes. O ambiente conta com diversas ferramentas de comunicação síncronas e assíncronas e tem como elemento principal um editor de texto colaborativo. Para o desenvolvimento deste AVA utilizou-se o ciclo de vida clássico de desenvolvimento de projetos, composto pela análise, planejamento/projeto, implementação/codificação, avaliação e manutenção.
Utilizou-se na implementação deste ambiente a Linguagem de programação PHP (PHP: Hypertext Preprocessor), por possibilitar o desenvolvimento de ambientes dinâmicos com grande integração com bases de dados. Para o armazenamento de dados optou-se pelo Sistema Gerenciador de Banco de Dados PostgresSQL, por entender que este proporciona de maneira simplificada a administração e o tratamento dos dados, oferecendo a possibilidade de utilização de regras de negócios e conceitos de integridade referencial além de uma grande capacidade de armazenamento. Também utilizou-se AJAX e Javascript em diversas funcionalidades.

STID: Sistema de Tratamento e Indexação de Dados

http://inf.upf.br/~imersao/stid2006

Este ambiente foi concebido tendo em vista a grande massa de dados obtida ao longo do trabalho de campo realizado na pesquisa Emersão Tecnológica de Professores (TEIXEIRA; FRANCO; CAMPOS, 2004) do Curso de Ciência da Computação da Universidade de Passo Fundo, onde criou-se a demanda por um sistema capaz de atender às necessidades de tratamento e análise deste material constituído por transcrição de entrevistas, e-mails recebidos, notas de campo, fichamentos de referências bibliográficas, registros de fóruns de discussão, etc. Assim o ambiente possibilita a manipulação dos dados, o cruzamento de informações, o estabelecimento de relações e avaliação de hipóteses.
Desenvolvido com a linguagem de programação PHP e banco de dados PostgreSQL, ambas ferramentas livres, portanto de acordo com a lógica de redes, a construção do ambiente baseou-se nos padrões de teorias de análise com auxílio de computador propostos por Bauer (2003) e Bogdan e Biklen (1994). Através de um sistema de cadastramento de Dados – D e de Unidades de Dado – UD, entendidos como os parágrafos (Unidades de Dado) de um Texto completo (Dado) e da posterior atribuição de categorias de codificação a fragmentos das UD cadastradas, é possível recuperar todas as UD que se refiram a determinada(s) categoria(s). A partir da relação entre categorias e unidades de dados foram estabelecidas outras funcionalidades posteriormente inseridas no sistema como as funções de busca e estatísticas de utilização de categorias.
Como resultado final, pretende-se registra-lo sob licença GNU e proteção CopyLeft, oferecendo uma ferramenta livre, portanto adaptável, para pesquisadores qualitativos e estudiosos.


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