sobre.acadêmico, sobre.vidinha »


[27/04/2009 às 16:06 | 5 COMENTÁRIOS ]

Então a línea de la muerte, o agora ou não, o vai ou racha é dia 4 de Maio, próxima Segunda-feira.

A minha tão ansiosamente esperada defesa está prestes a chegar. Para todos que me perguntam sobre ela, dou sempre a mesma resposta: “É dia 4, finalmente! \o/ (seguido de uma cara de hmm-vamos-ver-o-que-vai-ser)“. Porém as respostas são variadas. Por isso resolvi compilar as frases recorrentes que tenho ouvido desde que a minha banca foi marcada. Em geral eu respondo com um sorriso, que vem acompanhado de um reflexão interna.

1. Doce ilusão

Frase: “Pensa que você sabe mais do assunto do que qualquer pessoa que estiver ali”

Reflexão: Hm. Oi? Não é bem assim! Como que eu vou saber mais do que três doutores? Talvez eu saiba mais sobre o objeto, sobre o assunto principal. Mas será que vai fazer sentido para eles assim como fez para mim? Medinho.

2. Dias piores virão…

Frase: “Tá ansiosa? Capaz! O pior já passou.

Reflexão: Hm. Não sei não. Quando eu passei na seleção de Mestrado achei que o pior havia passado, depois de entregar quatro artigos por semestre no primeiro ano do Mestrado eu achei novamente que o pior teria passado. Depois da qualificação eu achei mais uma vez que o pior tinha passado, aí quando eu entreguei a dissertação, isso veio a tona de novo. Então, pela sucessão dos fatos concluo que o fim de uma fase “pior” é só a preparação para outra. Acho que não tem fase fácil no Mestrado.

3. Apoio familiar

Frase: “Mas que nada! Você vai se sair bem, estudou para isso. Se esforçou bastante. A gente tem certeza.

Reflexão: Tá. Obrigada papai e mamãe, mas a opinião de vocês, embora importantíssima, é suspeita :s

4. Auxílio para ansiedade

Frase: “Ah que ótimo! E já sabe onde vai fazer doutorado?

Reflexão: Peraí! Eu nem consegui ser Mestre ainda e já me vem com seleção de doutorado? Depois de engatar ensino médio-faculdade-mestrado, preciso de um tempinho!

5. Tolerância zero

Frase: “Mas você está calma, né?

Reflexão: Ah sim! Por que não estaria?. Quem fica calmo prestes a ter dois anos e uns meses da sua vida avaliados por três pessoas inteligentes que você admira? essa frase parece mas não foi para puxar saco de banca.

6. Seria melhor não ter dito nada

Frase: “Ué!? Você ainda não defendeu?

Reflexão: É. Ainda não. É, era para ser em Março. Sim, atrasei. Sim, prorroguei. Obrigada por me lembrar disso. Beijonãomeligatchau.

7. O que importa é o título? Eu não acho.

Frase: “Ah, mas rodar tu não vai. Nem deixam ir para banca se o trabalho está ruim.

Reflexão: Tá. Mas eu não quero passar assim de leve. Quero o máximo, of course.

8. Que se dane defesa, queremos festa 8)

Frase: “Beleza! E onde vai ser a festa?

Reflexão: Ainda não sei! Mas, seja qual for o resultado, vai ter. Ou para comemorar ou para afogar as mágoas.

Tags: , , , , , , ,

sobre.vidinha »


[13/04/2009 às 12:37 | SEM COMENTÁRIOS ]

Até os 13 anos de idade eu não dava a mínima para qualquer bicho que existisse. Até tinha passado a achar dinossauros legais depois da estréia da Família Dinossauro em 1992, mas como eles não existiam mais (aff :( ) não tinha como ter um de estimação. Ganhei algo que poderia ser considerado semelhante, numa escala muito muito muito menor, uma tartaruguinha, na verdade um cágado (acho esse nome péssimo, prefiro chamar de tartaruga pequenina). Enfim, por duas semanas eu cuidei e brinquei com bichinho, chamamos de Margarina acreditando ser uma fêmea. Tempos depois descobrimos que era um macho, mas era tarde demais. O criamos como uma mocinha e com um super complexo de identidade. De qualquer maneira, após a terceira semana o Margarida já estava abandonado aos cuidados de minha mãe que dava comida e trocava a água do aquário.

Num exposição de pequenos animais, após insistir loucamente eu e minha irmã ganhamos dois passarinhos coloridos. Um verde e amarelo e outro azul e preto. Legal, um casal de aves bonitinhas que ficavam dentro da gaiola e conseguiam fazer uma sujeira incrível nela. O tempo passou e mais uma vez sobrou para outras pessoas. A nossa táta (que por sinal está conosco há 25 anos) ficou encarregada de trocar o jornal no qual os bichinhos faziam suas necessidades e alimentá-los com aqueles cereais estranhos. Acontece que “misteriosamente” (há fortes indícios de que a tatá “esqueceu” a gaiola aberta) os passarinhos fizeram suas trouxas, arrombaram a portinha da gaiola e foram em busca de um futuro promissor na cidade grande. Sumiram.

A tentativa derradeira de termos um bicho de estimação veio com um belo aquário super enfeitado e três peixinhos dourados. Tinha até um motorzinho para esquentar a água no inverno. Ficar observando os peixinhos até que era legal. Mas como nas outras tentativas, não rolou.

Quando não havia mais esperança de uma socialização duradoura com bichinhos de pequeno porte, meu pai cedeu ao receio de ter um bicho mais “pró-ativo” em casa e chegou em 1993 com uma gatinha de alguns meses, Bilica. Foi amor a primeira vista. Todos os gatos são lindos, mas não foi só a fofura que me conquistou, foi o companherismo dela desde o início. E assim foi por 12 anos, quando na metade do ano passado ela faleceu. Provavelmente, e sem exageros, um dos momentos mais marcantes da minha vida. Sempre tivemos uma conexão muito forte. Era comigo que ela mais ficava, que ela dormia sempre aos pés da minha cama, que ela vinha quando estava a fim de um carinho, pois sabia que sempre o teria, quando estava com fome e me cutucava com a patinha delicadamente. São muitas lembranças. Até mesmo depois que sai da casa dos meus pais toda vez que voltava era recebida por ela caminhando lentamente no corredor e deitando pedindo um cafuné na barriga. E ainda, durante os dias em que eu não estava lá dormia em cima da minha cama.

minha-coisinha-fofa

Nos primeiros anos, coisinha fofa.

000_0201

Deitada em cima da cama onde adorava passar as tardes.

imag016

Velhinha e gordinha, se deitava de barriga para cima para um cafuné.

Lá por 2000 chegou em casa o Will. Filhotinho de vira lata misturado com umas quinze raças diferentes. Fofinho e bobinho. A Bilica, até então a rainha da casa e já adulta não gostou da idéia de um cachorro para dividir a atenção. E ao contrário das histórias de cão e gato, quem se dava mal era o Will.

dsc_0033

Will, o cachorro narigudo que sorri.

No início de março, um dia antes do meu aniversário conheci um filhote sofrido, que vinha sendo mal tratado e que meu pai “adotou” em princípio apenas para cuidar dele por uns dias e dar para alguém. Adorei e me apeguei. E na quinta feira ele faleceu. Sempre gostei mais de gatos, mas esse cachorrinho era um querido. Fizemos o que foi possível, mas ele estava com cinomose por conta do descaso do último dono.

bob

Bob numa das poucas fotos que consegui tirar. Ele não parava quieto!

O que me deixa melhor é saber que pelo menos nesse mês e pouco que ele passou com a gente foi bem tratado e teve muito carinho como ainda não havia tido desde que nasceu.

Tags: , , , , ,