sobre.vidinha »


[12/03/2009 às 14:56 | 4 COMENTÁRIOS ]

Infelizmente, por problemas técnicos, tanto meus quanto da HostNet, perdi o último post, aquele que contava meus dez ótimos e bizarros dias em um hotel em Piratuba. É uma pena, pois lá registrei coisas que gostaria de reler daqui uns tempos, afinal (e respondendo a pergunta do post da GiseleH.) eu escrevo para mim também! Não tenho muita pretensão de que este blog seja uma referência, mas gosto de provocar risos nas outras pessoas e quando recebo comentários em relação a isso, me sinto bem feliz.

O motivo pelo qual não escrevo desde metade de fevereiro é o tema mais recorrente nos posts desse blog: a dissertação/o mestrado. A línea de la muerte se aproxima cada dia mais e com isso minha taxa de ansiedade aumenta proporcionalmente. A vontade de escrever surge todo dia, mas todo resto exige que eu deixe essa vontade de lado. Mas, nesses dias longe dos registros daqui, aconteceram dois momentos que quero muito guardar.

Já fui professora de dança por muitos anos, de curso de curta duração, de oficinas de informática para inclusão digital e ano passado das turmas de Seminário de Informática e Comunicação da Comunicação Social como estagiária docente. Enfim, faz tempo que eu gosto muito disso. Em todas as ocasiões levei muito a sério, mas nunca pareceu tão real quanto agora. Ontem assinei meu contrato como professora substituta. Ou seja, de estagiária docente durante um ano me powertransformei em professora substituta remunerada nas disciplinas de Linguagem de Programação II e Sistemas Operacionais I nos cursos de Sistemas de Informação e Redes de Computadores da Escola Técnica da UFRGS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul). Apesar de todos os impasses ocorridos, acho que era para ser. Estou feliz pela oportunidade de iniciar oficialmente minha carreira docente.

Nesse Sábado que passou fiz 25 anos. Um quarto de século. Tive comemoração inesperada com homenagem musical de pout-pourri de The Beatles com meus namorado e amigos, recebi a visita do meu melhor amigo, ganhei presentes muitos legais e estava em casa junto da minha família. Não estou me sentindo nem um pouco velha ou preocupada com a idade, como uma amiga minha me disse que eu passaria a me sentir agora. Não, pelo contrário. Quando eu era criança achava que com 25 anos eu estaria com um emprego estável de 44 horas semanais  com carteira assinada 1 (como todos os adultos que eu conhecia), com uma vida regrada e cercada de coisas mega tecnológicas (afinal, já seria 2009!) e com uma mentalidade super adulta sem muitas gracinhas.

Pois chegados meus 25 anos de vida, estou TOTALMENTE diferente do que eu, pequenina criança inocente, pensava que estaria. Faço três coisas diferentes como trabalho (Mestrado [dá trabalho sim!], CPD/UFRGS e dar aulas), somando tudo isso dá mais que 44 horas semanais, mas eu não tenho carteira assinada em nada. Vivo cercada de bem menos coisas tecnológicas do que eu queria. É 2009, mas as roupas sintéticas, os carros voando e as casas inteligentes dos filmes e da edição de 30 anos da Turma da Mônica que eu ganhei quando tinha 9 anos não são realidade e as que são eu não tenho dinheiro para comprar! Minha mentalidade é de uma guria sapeca, é só olhar o estilo desse blog e tudo o que eu escrevo. Claro que procuro ser responsável, sou super hiperativa e bastante nerd. Mas atividades como assistir desenho animado comendo cereal com iogurte ou jogar UNO e Pump It Up com meus amigos ainda são coisas que eu AMO fazer e vão continuar sendo. Ou seja, ainda bem que e Aline-do-passado estava errada quanto ao Aline-do-futuro2. Como diz o cara ruivo aquele3, “é bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer”. Espero que daqui 25 anos, na minha metade de século vivida, eu possa dizer exatamente isso.

  1. embora na pré-adolescência pretender ser dentista, secretária e bailarina, tudo junto, ao mesmo tempo
  2. Quem assiste How I met Your Mother vai entender porque usei isso.
  3. Nando Reis :P

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sobre.acadêmico »


[13/02/2009 às 09:21 | 5 COMENTÁRIOS ]

Não, eu simplesmente não consigo escrever aqui algo sobre outro assunto que não este que me mantém em estado de alerta dia e noite. Portanto, depois de “Os 10 mandamentos”, mais besteirinhas sobre mestrado vindas de uma mente prejudicada.


1. Gula

O Mestrado gera graus de ansiedade excelentes para o nível de necessidade alimentícia de uma pessoa se elevar a nona potência. A vontade de mastigar tortura o ser e faz com ele se obrigue a estar sempre beliscando algo, o que, misteriosamente, aumenta gradativamente o valor que aparece no visor da balança.

2. Vaidade

Não suporta as pessoas espalhando felicidade por suas glórias e graças alcançadas? Fuja do mundo Acadêmico, corra loucamente, o mais rápido que conseguir! O que vale é produção, que gera repercussão, que gera divulgação, que gera reputação, positiva ou negativa. Com certeza você vai ver muita gente pecar de maneira infame, usando o santo nome de instituições, orientadores, autores (amém!) em vão.

3.  Inveja

A inveja é a prima meio estranha e renegada da vaidade. E todo mundo tem uma prima assim, não é? Quando a vaidade se manifesta por um artigo aceito, um conceito A, um trabalho premiado, uma vaga preenchida ou até um pequeno elogio a inveja está sempre pronta para tecer comentários de todos os tipos.

4. Ira

Esse pecado é muito comum nos relacionamentos na Academia. Entre alunos e professores, alunos e alunos, alunos e secretários, orientandos e orientador, pesquisador e bolsista, pesquisador e pesquisador. Não há como fugir. Aliás, há sim, se você é especialista na arte da diplomacia e do “engolimento de sapos”, parabéns, você está livre de pelo menos este pecado!

5. Preguiça

A preguiça chega sorrateiramente, quase sempre nos momentos em que menos podemos recebê-la. A procrastinação é um esporte muito praticado pelos acadêmicos, porém com o diferencial de que enquanto fazemos nada e deixamos o tempo passar, temos consciência disso e nos culpamos o tempo todo. Mas persistimos. Procrastinar é uma arte, há quem saiba fazer bem.

6. Avareza

O medo de perder seu objeto de pesquisa e/ou problema de pesquisa para um outro pesquisador mais experiente ou até mesmo um outro mestrando mais afortunado é algo constante. Basta saber que alguém pesquisa um assunto semelhante ao seu, que a vaidade, a inveja e a ira surgem unindo forças e você morrerá de medo de perder seu assunto sendo invadido por uma avareza sem fim, afinal ele tem que ser só seu.

7. Luxúria

Entre um stress e outro, um desgaste emocional e um surto psicótico pecando loucamente com as seis atitudes acima, há de se desopilar e liberar toda essa tensão negativa de alguma maneira, não é?

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