Sobre dois momentos que quero guardar
Infelizmente, por problemas técnicos, tanto meus quanto da HostNet, perdi o último post, aquele que contava meus dez ótimos e bizarros dias em um hotel em Piratuba. É uma pena, pois lá registrei coisas que gostaria de reler daqui uns tempos, afinal (e respondendo a pergunta do post da GiseleH.) eu escrevo para mim também! Não tenho muita pretensão de que este blog seja uma referência, mas gosto de provocar risos nas outras pessoas e quando recebo comentários em relação a isso, me sinto bem feliz.
O motivo pelo qual não escrevo desde metade de fevereiro é o tema mais recorrente nos posts desse blog: a dissertação/o mestrado. A línea de la muerte se aproxima cada dia mais e com isso minha taxa de ansiedade aumenta proporcionalmente. A vontade de escrever surge todo dia, mas todo resto exige que eu deixe essa vontade de lado. Mas, nesses dias longe dos registros daqui, aconteceram dois momentos que quero muito guardar.
Já fui professora de dança por muitos anos, de curso de curta duração, de oficinas de informática para inclusão digital e ano passado das turmas de Seminário de Informática e Comunicação da Comunicação Social como estagiária docente. Enfim, faz tempo que eu gosto muito disso. Em todas as ocasiões levei muito a sério, mas nunca pareceu tão real quanto agora. Ontem assinei meu contrato como professora substituta. Ou seja, de estagiária docente durante um ano me powertransformei em professora substituta remunerada nas disciplinas de Linguagem de Programação II e Sistemas Operacionais I nos cursos de Sistemas de Informação e Redes de Computadores da Escola Técnica da UFRGS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul). Apesar de todos os impasses ocorridos, acho que era para ser. Estou feliz pela oportunidade de iniciar oficialmente minha carreira docente.
Nesse Sábado que passou fiz 25 anos. Um quarto de século. Tive comemoração inesperada com homenagem musical de pout-pourri de The Beatles com meus namorado e amigos, recebi a visita do meu melhor amigo, ganhei presentes muitos legais e estava em casa junto da minha família. Não estou me sentindo nem um pouco velha ou preocupada com a idade, como uma amiga minha me disse que eu passaria a me sentir agora. Não, pelo contrário. Quando eu era criança achava que com 25 anos eu estaria com um emprego estável de 44 horas semanais com carteira assinada 1 (como todos os adultos que eu conhecia), com uma vida regrada e cercada de coisas mega tecnológicas (afinal, já seria 2009!) e com uma mentalidade super adulta sem muitas gracinhas.
Pois chegados meus 25 anos de vida, estou TOTALMENTE diferente do que eu, pequenina criança inocente, pensava que estaria. Faço três coisas diferentes como trabalho (Mestrado [dá trabalho sim!], CPD/UFRGS e dar aulas), somando tudo isso dá mais que 44 horas semanais, mas eu não tenho carteira assinada em nada. Vivo cercada de bem menos coisas tecnológicas do que eu queria. É 2009, mas as roupas sintéticas, os carros voando e as casas inteligentes dos filmes e da edição de 30 anos da Turma da Mônica que eu ganhei quando tinha 9 anos não são realidade e as que são eu não tenho dinheiro para comprar! Minha mentalidade é de uma guria sapeca, é só olhar o estilo desse blog e tudo o que eu escrevo. Claro que procuro ser responsável, sou super hiperativa e bastante nerd. Mas atividades como assistir desenho animado comendo cereal com iogurte ou jogar UNO e Pump It Up com meus amigos ainda são coisas que eu AMO fazer e vão continuar sendo. Ou seja, ainda bem que e Aline-do-passado estava errada quanto ao Aline-do-futuro2. Como diz o cara ruivo aquele3, “é bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer”. Espero que daqui 25 anos, na minha metade de século vivida, eu possa dizer exatamente isso.
- embora na pré-adolescência pretender ser dentista, secretária e bailarina, tudo junto, ao mesmo tempo
- Quem assiste How I met Your Mother vai entender porque usei isso.
- Nando Reis
4 Comments to “Sobre dois momentos que quero guardar”
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Posted by admin in



Larissa says:
Ahahahahahahahahahahahahahahahaahahahahah!
Ai, Aline, que maravilha de gargalhada para um final de feriadão…
Sabe que só de ler a tua descrição simpatizei muito com a cidadezinha de Piratuba. Só não entendi esta revolta com as camisetas… eu sempre trago lembrancinhas com diseres para as pessoas. Geralmente são xícaras, chaveiros ou niqueleiras. As camisetas eu prefiro comprar pra mim mesma, mas de preferência as engraçadas, tipo aquela que diz “Estive em Recife! e voltei!”, cuja foto é um tubarão de boca aberta e dentes afiados, com um balãozinho de pensamento que diz “te pego na volta”. Ou então o cabra deitadão numa rede, pendurada entre dois coqueiros, e a frase: dizem que trabalho nunca matou ninguém… mas pra quê arriscar? Rssssss!
E por último, mas não menos importante, a alternativa correta da questão de encerramento do post é a letra 'c'! É realmente comum, e o fato de tu ter achado bizarro significa que tu vive num mundinho a parte…
Bjs!
Larissa says:
diZeres… santa ignorância… ainda bem que eu costumo ler meus comentários depois de postá-los, não?
Gabi! says:
Eu achava que quando tivesse 25 anos, estaria casa e em breve com o primeiro filho.
Seria rica, teria um trabalho de adulto tipo, escritorios, roupas sociais, telefones agendas e reunioes hahah
Acho que em 1 ano, nada disse vai ter mudado tanto do que é pra se transformar no que eu achei que seria hahahaha mas ainda bem, por que tá muito bom assim!
Beijo
Gilberto Consoni says:
Aline,
Teu blog provoca várias risadas mesmo e gosto de ler teus posts. Pena ter perdido aquela postagem da tua viagem, estava mesmo ótima
Agora, quanto ao UNO, não vale, vocês roubam muito
hehehe
Falando nisso, as regras do teu jogo estão aqui comigo. O teu namorado colocou no meu bolso àquele dia. Na próxima vez, me aguardem!!!