Sobre fazer mestrado
Até quem conversa comigo somente de vez em quando sabe que, conversa vai, conversa vem, um assunto sempre aparece: o mestrado.
Não é uma questão de querer dizer que se faz a bendita pós-graduação stricto sensu, muito menos achar que isso é uma grande coisa que deve ser espalhada por aí. A questão é que o mestrado não é um curso de pós-graduação que você faz despretensiosamente. É algo que toma conta de várias instâncias da sua vida, consome suas energias físicas, mentais e emocionais e ainda por cima enche o saco de todo mundo que tem que conviver com você.
A pressão é grande e vem por todos os lados, sobretudo de você mesmo. Mas, também tem os artigos, as publicações, o currículo lattes, os colegas, a qualificação, os prazos, os conceitos em disciplinas, o estágio docente, os alunos… OMG!
Ah! E os deadlines. São uma mistura de incentivo e terror. Incentivo porque é sempre algo do tipo “agora ou nunca” e terror porque a maioria das pessoas que eu conheço, assim como eu, esperam o deadline estar pertinho para terminar o artigo/trabalho/código/afins. Em alguns casos uma prorrogação de prazo alivia a galera por uns míseros dias, mas a ansiedade, de um jeito ou de outro, volta.
Outro dilema na vida de estudante é que, enquanto todo mundo quer se livrar de problemas, você busca incansavelmente um: o problema de pesquisa. Ainda tem que se preparar para ouvir as famigeradas perguntas umas trezentas vezes durante os dois anos de mestrado: “quando você defende?” ou “como está a dissertação?“. Claro, é natural, curiosidade. Mas você vai perceber que com o passar do tempo essas serão as perguntas mais irritantes do mundo. E na verdade ninguém quer mesmo saber detalhes da sua dissertação, pode ter certeza!
Deixando um pouco de lado a parte melodramática (sou ótima nisso!) posso dizer que é óbvio que existe a parte boa disso tudo.
De tanto viver na universidade, você faz grandes amigos por lá, tanto os colegas, quanto as pessoas que trabalham na instituição. E também pode encher o saco deles partilhar suas angústias com eles.
A bolsa auxílio que se ganha em alguns casos é beeeem legal. Fui bolsista durante mais de três semestres, financiada pela CAPES (dimdim!). Nesse período pude viver de estudo, participei da construção de alguns projetos do LIMC e aprendi um montão. Não vou dizer que se ganha uma fortuna, mas se consegue morar em Porto Alegre sem muito luxo.
Agora sou bolsista ‘trabalhadeira’ e estou bem feliz no CPD/UFRGS. Porém ainda bolsista! Minha mãe já me disse várias vezes que eu vou ser bolsista para sempre. Bom, tem pelo menos mais uma bolsa de doutorado que eu pretendo conseguir na vida. Portanto, pode até ser que sim! hohoho
As viagens para congressos são uma das minhas partes preferidas. Estudante pagando viagens e inscrições é sempre complicado, mas na maioria das vezes vale a pena. Eu, a interiorana, fiquei oito dias no Rio Grande do Norte, totalmente deslumbrada, e conheci lugares lindos que eu nunca pensei que veria. Claro, eu fui para um congresso, mas mestrando também tem que ter um pouco de vida, né?!
O estágio docente é algo interessante. Creio que possa ser comparado com a aquela época da vida em que você é muito nova para sair fazer festa e muito velha para brincar de boneca, sabe? Você é um aspirante a professor, o titular da disciplina é o seu orientador e você ainda é aluno. Cada aula é um aprendizado grande de como manter uma certa autoridade sem ser um daqueles professores que a gente não gostava na época de faculdade. A busca pelo equilíbrio não é nada fácil, você passa a entender muito melhor todos aqueles professores que você teve durante a vida, valorizando eles ainda mais. E aprende que não, a vida de professor não é uma moleza.
Isso é um breve resumo. Certamente esqueci de mencionar alguns outros momentos legais/horríveis, mas pode ter certeza que eles ainda vão aparecer em diversos outros posts.
Portanto, caso você seja um aspirante a mestrando pense bem antes. Se tomar coragem, seja bem vindo(a) e “força na peruca”!
E se por acaso, quando finalmente conquistar o seu título de MESTRE, você achar que é o suficiente…
Assista e entenda.
The Big Bang Theory – Season 2 – Episode4Rá! Não querido(a), nunca será suficiente hahaha
“Work it harder, make it better, do it faster, makes us stronger.
More than ever hour after our work is never over.”Daft Punk
Tags: deadlines, mestrado, pós-graduação, tbbt, the big bang theory








Bem louquinha
=)
eu gosto dessa série
=*
Eu sei, nerdizinho ;*
Puxa, posso dizer que fico muito feliz em saber que tua estada em Porto Alegre tem valido a pena. Tens muito a contribuir ainda com a academia!
Não acredito em sorte ou destino, mas sim em preparo e disposição. É isso que tem te trazido todas essas opotunidades
Bem legal o teu post, traduz bem o universo do Bestrando!!
E se tu vai ser bolsista para sempre o que sobra prá mim??
“A bolsa auxílio que se ganha em alguns casos é beeeem legal. Fui bolsista durante mais de três semestres, financiada pela CAPES (dimdim!). Nesse período pude viver de estudo, participei da construção de alguns projetos do LIMC e aprendi um montão. Não vou dizer que se ganha uma fortuna, mas se consegue morar em Porto Alegre sem muito luxo.”
ADOREI essa parte… realmente é um mundo pra 'entrar de cabeça'.
Eu vivo num quase dilema: quando já se trabalha, está no mercado, e diz que gosta de pesquisa e que realmente pensa entrar numa dessa, a maioria dos comentários não são os de apoio.
Atualmente estou trabalhando numa empresa legal (iG) e fazendo pós em Arquitetura da Informação, mas já considerei muito sobre mestrados aí em Poa ou Curitiba.
Enfim, acho que teremos o que conversar no final do ano falando sobre The Big Bang Theory e twittando dia 01.01.2009, haha!
:*
[...] antes de mais nada precisa ter muita certeza de que quer MUITO fazer mestrado. Sugiro ler o relato da Aline de Campos sobre a experiência de cursar uma pós. Durante a entrevista, fatalmente [...]
[...] você antes de mais nada precisa ter muita certeza de que quer MUITO fazer mestrado. Sugiro ler o relato da Aline de Campos sobre a experiência de cursar uma pós. Durante a entrevista, fatalmente perguntarão se você [...]
Bem, eu como profissional de uma área beeeemmm distinta, sem talento nenhum para 'professorar' e/ou estudar com muito afinco, devo dizer, com todo respeito, “figa, pé-de-pato, mangalô três vezes” para o mestrado! Admiro as pessoas que se embrenham neste mundo, admiro mesmo. Mas o negócio não é pra mim. Eu sou aquela que levantaria o dedinho para a pergunta final do episódio que tu postou.
Aliás, ando viciada em “The Big Bang Theory”. Tô louca pra que saia o próximo episódio de uma vez. E este episódio tá o máximo, com os 'sorrisos' do Sheldon! Rsssss!
Bem, guria, Feliz Ano-novo. Que 2009 chegue matando! E que a gente faça muitas festinhas. E que a gente encontre um lugar bem barato para nossas aulas de dança. EU QUEROOOOOOOO!!!!!!!!
Bjos!
Olá querida…
Como vai a dissertação?
E quando você defende?
hihihi
beijos irmã-nerd-moss
Well, posso dizer que tu te saiu bem no estágio docente.
Vou começar meu mestrado em administração e controladoria na UFC – Universidade Federal do Ceará , semana que vem. Mesmo antes de iniciá-lo já estou neurótica, visto o que todos falam e também pq trablaho o dia inteiro e sou mãe de um bebê de 2 anos e 8 meses. Tô con tnato “receio” que vim pesquisar na web se tem outras pessoas, principalmente mães na minha situação. Vejo que não estou sozinha nessa e vejo também que irei conseguir.
Gostei também do “força na peruca”. Vou precisar mesmo !
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