Certas coisas não tem muita explicação e tentar encontrar a resposta apenas traz mais dúvidas.
Destino. Nunca tentei entender. Nunca confiei. Sorte. Acredito mais na frase que diz que “sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade“.
Tantas coisas aconteceram nos últimos meses que nem ansiedade, nem drama, podiam mudar. No final das contas tinha uma razão, tinha uma hora. Destino? “Sorte”? Não sei. Não estou tentando entender, apenas passei realmente a perceber.
Então quando é preciso dar tempo ao tempo, entender que alguns caminhos se tornam muito distantes, que algumas coisas já não parecem mais exatamente como achou que seriam, acreditar que se for para ser será e entre altos e baixos, as tais das “razão e emoção” que sempre andaram tão unidas na sua vida, se encontram tão distantes e em conflito? A razão, senhora experiente, sabe exatamente que é o melhor, enquanto a boba da emoção tão criança insiste em tomar conta do que deveria se afastar.
Perceber e lidar com tudo isso talvez me deixe menos ansiosa, talvez me deixe mais leve. Apesar de, por agora, eu apenas estar triste.
“É preciso esquecer tudo
Tudo pode ser esquecido
Como o que já se foi
Esquecer o tempo
Dos mal-entendidos
E o tempo perdido
Em saber como
Esquecer essas horas
Que às vezes matavam
Com golpes de porquês
O coração da felicidade
Por tantas vezes vimos
Ressurgir o fogo
Do antigo vulcão
Que se acreditava velho demais
Parece que ele tinha
Terras queimadas
Dando mais trigo
Que no melhor Abril
E quando cai a tarde
Para que o céu flameje
O vermelho e o negro
não se casam”
Jacques Brel